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ICCA e indústria química brasileira são representados pela Abiquim em Convenção sobre Proibição de Armas Químicas na Argentina

ICCA e indústria química brasileira são representados pela Abiquim em Convenção sobre Proibição de Armas Químicas na Argentina2019.09.26

O Secretariado Técnico da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e o governo da Argentina realizaram o Fórum Sub-regional de Partes Interessadas sobre o Avanço da Implementação Nacional da Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenamento e Utilização das Armas Químicas (CPAQ) e Cooperação na América Latina, que aconteceu em Buenos Aires entre os dias 17 e 19 de setembro. O Fórum possibilitou que os representantes dos países latino-americanos puderam trocar experiências e práticas sobre a implementação nacional da CPAQ. 

A programação teve quatro sessões plenárias: 

  • “Avançar na implementação da Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenamento e Utilização das Armas Químicas, por meio de uma coordenação eficaz entre a Autoridade Nacional e as partes interessadas relevantes e melhorar a cooperação bilateral e regional”, focada nas ações e colaboração dos governos, indústrias químicas, autoridades alfandegárias e demais partes interessadas para a implantação da Convenção;
  • “Fortalecer o regime de verificação da Convenção a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenamento e Utilização das Armas Químicas, aprimorando os mecanismos de seleção de instalações para inspeção”, que debateu os desafios dos países na implantação de mecanismos de inspeção;
  • “Tratamento de ameaças químicas por meio da implementação efetiva de uma legislação nacional da Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenamento e Utilização das Armas Químicas e no estabelecimento de uma estrutura legal e reguladora de segurança química adequada”, sobre os desafios para a implantação de uma legislação penal e seu papel no combate às armas químicas;
  • “Melhorar as capacidades nacionais para responder as ameaças e emergências químicas”, focada no debate dos esforços dos países para melhorar suas capacidades de responder às ameaças com armas químicas.   

Entre as sessões, os países apresentavam seus esforços para se adaptarem à Convenção. A indústria química brasileira foi representada pelo gerente de Gestão Empresarial da Abiquim, Luiz Shizuo Harayashiki, que apresentou as ações do International Council of Chemical Associations (ICCA) e da Abiquim, por meio de parcerias relevantes à Convenção, entre elas com a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW), com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com o Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (UNITAR), com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) e a Abordagem Estratégica Internacional para a Gestão das Substâncias Químicas (SAICM). 

O gerente da Abiquim afirmou que a indústria química já discute o tema desde a década de 70 e que as associações nacionais do setor formaram grupos contra o uso das armas químicas desde aquele período, tendo colaborado com os governos de seus países fornecendo informações sobre as substâncias químicas que podem ser manipuladas para se tornarem armas químicas, além de desenvolver treinamentos com o objetivo de capacitar os profissionais que atuam na venda de substâncias químicas a identificarem atitudes suspeitas. Harayashiki também contou como funcionam os programas realizados pela indústria química para aumentar a segurança do setor como o SASSMAQ e o Programa Atuação Responsável®, e informou que o setor também promove eventos que tem como foco a segurança, como o Encontro Nacional de PAM (Plano de Auxílio Mútuo) e Rinem (Rede Integrada de Emergência).

A necessidade de governos e indústria química trabalharem em conjunto como forma de melhorar a segurança nos países e coibir o uso das Armas Químicas, por meio de ações conjuntas como seminários, grupos de trabalho e treinamentos, foram ações também citadas por Harayashiki.


Fonte:Abiquim

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